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Como fazer backup sem complicação

A regra 3-2-1 explicada sem jargão, e por que a cópia que ninguém testa não conta como backup.

5 min de leituraDados e segurança

Todo mundo que perde arquivo diz a mesma frase: "eu sabia que precisava fazer backup". E o motivo mais comum de o backup não existir não é preguiça, é a impressão de que backup é complicado.

Não é. Dá para montar algo que funciona de verdade em menos de uma hora.

A regra 3-2-1, sem jargão

É a regra que profissionais de TI usam, e ela cabe em uma frase: três cópias dos seus dados, em dois lugares diferentes, sendo uma fora de casa.

  • Cópia 1: o arquivo original, no computador. Essa você já tem.
  • Cópia 2: um HD externo ou pen drive guardado em casa. Protege contra falha do disco.
  • Cópia 3: a nuvem. Protege contra roubo, incêndio, enchente e o café derramado no notebook.

A terceira cópia é a que mais gente pula e a única que protege contra os cenários em que o computador e o HD externo se perdem juntos. Num apartamento assaltado, os dois vão embora na mesma mochila.

O que realmente vale salvar

Muita gente trava no backup por achar que precisa copiar o computador inteiro. Não precisa. O que é insubstituível costuma ser pouco:

Tipo de arquivoPrecisa de backup?Por quê
Fotos e vídeos pessoaisSim, prioridade máximaNão existe outra cópia no mundo
Documentos e contratosSimRefazer custa tempo e às vezes dinheiro
Trabalhos e projetosSimMeses de trabalho podem sumir num clique
Programas instaladosNãoReinstalar é chato, mas sempre possível
Filmes e músicas baixadosNãoPodem ser obtidos de novo
Sistema operacionalNãoReinstalação limpa costuma ser melhor

Favoritos do navegador, senhas salvas e e-mails configurados também são dados. Perder isso costuma incomodar tanto quanto perder um documento, e quase ninguém inclui na lista.

Backup que ninguém testa não é backup

Esta é a parte que separa quem tem backup de quem acha que tem. Uma cópia que nunca foi restaurada é uma suposição, não uma garantia. Já vimos HD externo com backup diligente de dois anos que estava gravando arquivo corrompido desde o começo.

O teste é simples e leva cinco minutos: abra um arquivo do backup. Uma foto, um documento. Se abrir corretamente, o backup daquele dia está bom. Faça isso a cada dois ou três meses.

O plano mínimo que funciona

  1. Escolha um serviço de nuvem e ative a sincronização automática da pasta de documentos e das fotos.
  2. Compre um HD externo e copie para ele tudo o que é insubstituível.
  3. Marque no celular um lembrete mensal para conectar o HD e atualizar a cópia.
  4. A cada dois ou três meses, abra um arquivo do backup para confirmar que está íntegro.
  5. Guarde o HD externo em local diferente de onde fica o computador.

Se o disco já está dando sinal de fim de vida, com clique, lentidão súbita ou arquivo que não abre, pare de usar e traga a máquina: enquanto ele ainda responde, dá para copiar o conteúdo para uma unidade nova. Para empresas, montamos rotina automática e testada: veja suporte de TI para empresas.

Perguntas frequentes

Nuvem sozinha é suficiente como backup?

É melhor do que nada, mas não é o ideal. Sincronização na nuvem replica também os erros: se você apagar um arquivo por engano ou ele for criptografado por vírus, a alteração vai junto. Por isso a recomendação é ter também uma cópia local que não sincroniza sozinha.

Com que frequência devo fazer backup?

Depende do quanto você produz. Para uso pessoal, mensal costuma bastar, com a nuvem cobrindo o dia a dia automaticamente. Para trabalho, o intervalo deve ser o máximo de tempo que você aceitaria perder.

Como sei se meu backup está funcionando?

Abrindo um arquivo dele. É o único teste que vale. Uma cópia nunca restaurada é suposição, não garantia, e já vimos backups de anos que estavam corrompidos desde o primeiro dia.

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