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Placa-mãe de notebook tem conserto?

"É a placa" costuma soar como sentença. Na maioria das vezes o defeito é um componente só, e o conserto é muito menor do que a troca da placa inteira.

Por Equipe Isatek7 min de leituraCusto e decisão

Poucas frases assustam tanto num balcão de assistência quanto "o problema é na placa-mãe". A reação comum é concluir que o notebook acabou, porque a placa é a peça mais cara do aparelho e trocá-la quase sempre não compensa.

Só que placa com defeito e troca de placa não são a mesma coisa. A placa-mãe é um conjunto de centenas de componentes, e na maior parte dos defeitos falha um deles, ou um pequeno grupo, no mesmo circuito. Consertar esse ponto é o que se chama de reparo em nível de componente, e ele costuma custar uma fração da placa inteira.

O que costuma queimar na placa?

DefeitoSintoma típicoCostuma ter reparo?
Circuito de alimentaçãoNão liga, nem luz, mesmo com carregador bomSim, na maioria dos casos
Circuito de carga da bateriaFunciona na tomada, não carrega a bateriaSim, na maioria dos casos
Componente em curto por líquidoDesligou depois de molhar, aquece num pontoDepende de quanto a oxidação avançou
BIOS corrompidaLiga, ventoinha gira, não dá imagem nem iniciaSim, com regravação
Chip de vídeoImagem com artefatos, ou sem imagem em lugar nenhumDepende do modelo e da peça
Trilha rompida em área críticaFalha intermitente após queda ou torçãoÀs vezes não

O que é reparo em nível de componente?

É encontrar exatamente qual peça da placa falhou e trocar só ela. Na prática, começa medindo o que chega a cada circuito: onde a tensão para, ali está o componente que não deixa passar. Um capacitor em curto, um regulador queimado ou um conector de energia solto da placa são defeitos pequenos que derrubam o aparelho inteiro.

A diferença de custo é grande porque a placa nova inclui o processador, a memória soldada e todo o resto, enquanto o reparo mexe só no que quebrou. É o caminho que vale tentar primeiro, e é por isso que o diagnóstico tem que dizer qual componente falhou, e não só "é a placa".

Desconfie de diagnóstico que termina em "é a placa, tem que trocar" sem explicar o que na placa falhou. A pergunta certa é: qual circuito, e qual componente?

Quando trocar a placa compensa mais?

  • Quando a oxidação por líquido se espalhou por vários circuitos e o reparo vira uma sequência sem fim.
  • Quando o defeito é no próprio processador ou na memória soldada, que não se trocam isoladamente.
  • Quando há trilha rompida em camadas internas da placa, em área que não dá para recompor.
  • Quando existe placa de reposição do modelo a preço razoável e o aparelho tem valor para justificar.

E existe o caso em que nem um nem outro compensa: notebook antigo, de linha de entrada, cuja placa custaria quase o preço de um aparelho equivalente. Aí a decisão honesta é outra, e ela está detalhada em vale a pena consertar ou comprar novo.

Notebook corporativo vale mais o reparo?

Costuma valer. Linhas de trabalho como Dell Latitude, Lenovo ThinkPad e HP EliteBook têm construção feita para durar e boa disponibilidade de componentes, e um reparo de placa devolve anos de uso a uma máquina que ainda tem desempenho de sobra. É o perfil comum em bairro de escritório, como o Gonzaga, em Santos, cujo caminho até a loja está em assistência técnica no Gonzaga.

O que fazer até o diagnóstico

  • Não fique ligando e desligando para testar: se há curto, cada tentativa pode estender o dano.
  • Se o defeito veio depois de líquido, desligue e leia antes derramei líquido no notebook.
  • Leve o carregador junto: metade dos "é a placa" começa no carregador ou no conector de carga.
  • Se os arquivos importam e o disco ainda responde, peça para copiá-los antes de qualquer reparo.

Para saber se o seu caso tem reparo, o caminho é a avaliação na bancada, com o orçamento dizendo qual circuito falhou, o valor e o prazo antes de qualquer serviço. Veja mais em conserto de notebook.

Perguntas frequentes

Placa-mãe queimada de notebook tem conserto?

Na maioria dos casos tem, porque o defeito costuma estar num componente ou num circuito específico, e não na placa inteira. O reparo em nível de componente troca só a peça que falhou, por uma fração do custo de uma placa nova.

Quanto tempo leva o conserto de placa-mãe de notebook?

Depende do defeito e da disponibilidade do componente. Reparos de alimentação costumam ser mais rápidos; casos de oxidação por líquido levam mais, porque a limpeza e o teste dos circuitos vêm antes. O prazo real entra no orçamento junto com o valor.

Vale a pena trocar a placa-mãe do notebook?

Vale quando o reparo de componente não é possível e o aparelho tem valor para justificar a peça. Em notebook antigo de linha de entrada, uma placa nova pode custar quase o preço de um aparelho equivalente, e aí é melhor fazer a conta antes.

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