A internet cai no meio da chamada com o cliente. A impressora some da rede toda segunda-feira. Na mesa do fundo o Wi-Fi é tão fraco que o funcionário trabalha pelo celular roteado. E a primeira reação é ligar para a operadora e pedir mais velocidade.
Quase nunca é a velocidade. Na maioria dos escritórios pequenos, o gargalo é o roteador da operadora tentando fazer sozinho o trabalho de uma rede inteira: atender todos os computadores, os celulares, a impressora e as visitas, de um canto da sala.
Quais são os problemas mais comuns e o que resolve?
| Sintoma | Causa mais provável | O que resolve |
|---|---|---|
| Wi-Fi fraco longe do roteador | Distância e paredes, roteador mal posicionado | Ponto de acesso adicional ligado por cabo |
| Internet cai quando muita gente usa | Roteador da operadora no limite de conexões | Roteador ou ponto de acesso próprio |
| Impressora some da rede | Ela muda de endereço na rede a cada reinício | Endereço fixo para a impressora |
| Computador parado com conexão instável | Wi-Fi onde caberia cabo | Cabo de rede nas máquinas fixas |
| Rede lenta só em alguns horários | Interferência e excesso de aparelhos no 2,4 GHz | Separar redes e usar a faixa de 5 GHz |
Por que repetidor de Wi-Fi costuma piorar?
O repetidor sem fio recebe o sinal pelo ar e retransmite pelo ar, usando o mesmo rádio para as duas coisas. Na prática, divide a velocidade e acrescenta atraso, e em escritório com muita gente conectada a sensação é de rede que trava. Ele resolve a casa com um cômodo de sombra, não o escritório com dez pessoas.
O que funciona é ponto de acesso ligado por cabo ao roteador. O cabo leva a conexão inteira até o outro lado da sala, e o ponto de acesso distribui o Wi-Fi ali, sem dividir o sinal no caminho. Sistemas mesh fazem algo parecido, e rendem mais quando os aparelhos também são ligados entre si por cabo.
Quem deveria estar no cabo e não no Wi-Fi?
Todo aparelho que não sai do lugar: computador de mesa, impressora, o servidor ou o computador que guarda os arquivos da empresa. O cabo não sofre interferência, não divide banda com o celular de ninguém e não cai quando o vizinho liga o micro-ondas. Deixar o Wi-Fi para notebooks e celulares, que é para o que ele serve, alivia a rede inteira.
Rede de visitantes: segurança e desempenho
Cliente e fornecedor não deveriam entrar na mesma rede dos computadores da empresa. A rede de visitantes, que quase todo roteador oferece, isola esses aparelhos dos arquivos e da impressora, e ainda permite limitar quanto eles consomem. É a mesma lógica de proteção do artigo sobre o golpe do suporte técnico falso: quanto menos portas abertas, menos risco.
- Troque a senha que veio de fábrica no roteador, inclusive a de administração.
- Crie a rede de visitantes e passe só ela para quem é de fora.
- Anote quais aparelhos usam cabo e quais usam Wi-Fi: é o começo do inventário.
- Dê endereço fixo à impressora, para ela parar de sumir.
Sala comercial e prédio de escritórios
Em prédio de salas, o Wi-Fi de cada escritório disputa espaço no ar com os das salas vizinhas, e a faixa de 2,4 GHz fica congestionada. É o caso de centro empresarial em bairro de comércio, como a Aparecida, em Santos, com as salas em volta do Praiamar. Usar a faixa de 5 GHz para os notebooks e cabo para o resto costuma resolver sem trocar de operadora. O caminho até a loja está em assistência técnica na Aparecida.
Rede é trabalho do lugar, e não de bancada: cabo, roteador e ponto de acesso ficam onde a empresa está, e é para isso que existe a visita técnica. Para manter a rede junto com os computadores, sem esperar quebrar, o caminho é o suporte de TI para empresas, e o calendário de cuidados está em manutenção preventiva em empresa.




